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Pessoas Leves


A primeira pessoa que aprendemos a amar é a nossa mãe (desculpem pais!).
O primeiro porto de abrigo que temos, a primeira heroína, nosso maior exemplo na infância, a nossa mãe é o nosso mundo inteiro. 

Por isso o pânico que senti no dia que descobri que estava gravida de ti deve ser perdoável, o medo, as duvidas, o turbilhão de incertezas. Se o senti dessa forma nessa altura era porque já ali te amava, já ali me sentia responsável por ti. E posso te agora falar um bocadinho de mim... De quem eu era, de quem me tornei... 

Sempre fui pássaro, sempre, mesmo em dia de tempestade. Mesmo sem sair do chão. Com as asas magoadas dos desgostos da vida. Sempre fui do céu. Sempre corri de mais, com pressa de mais, demasiado desastrada, sempre me magoei, mas nunca perdi o céu, nunca fui do chão. E nunca fui de ninguém! Sempre dei tudo, nunca pedi nada, sempre entrei e sai. Sempre fui agradecida. Amei de todas as formas e com todas as músicas. Entreguei-me sempre de olhos fechados e sorriso aberto. Sempre fui alma em cada gesto. Não sei ser menos. E sempre quis ser mais. Sempre fui completa. 

Hoje junto as peças de tudo o que já fui e, do muito mais que agora sou, para ser mãe.

Iluminaste a minha vida há oito anos atrás, e agora vamos ter companhia. Vem mais uma ancorar neste barco. 

Fui pássaro, voei, cai e levantei-me. Sou amiga, amante, racional confidente. E agora mãe de dois.


Let the journey begin

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